quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O Menino Maluquinho

 


     O 1º a gente nunca esquece. Esse foi o primeiro livro que li sozinha, o livro que eu mais li na vida, (li e reli e li de novo). Eu ganhei ele quando estava na terceira série, do meu pai. Desde essa época, ele já tentava nos instigar a curiosidade e o gosto pela leitura. Acho que deu certo, pois, apesar de ser um pouco relapsa com minhas leituras e poder ler muito mais do que eu leio, nunca deixo de dar uma lidinha em um livro. 
     Eu adorei esse livro porque sempre me identifiquei com o Menino Maluquinho. Era uma peste quando era criança, vivia esfolada e dando trabalho pra minha mãe e meu pai. Só não dava trabalho quando se tratava de escola, pois sempre fui muito cdf. Enquanto minhas amigas colecionavam papéis de carta, eu colecionava canetas. Sempre adorei escrever. Tá bem então, chega de falar de mim e vamos ao livro. Ziraldo começa a história contando-nos como é o Menino Maluquinho:


Ele era um menino impossível.



    O menino maluquinho era "tinhoso", mas o que não lhe faltava era amor, alegria e criatividade.  Ele enchia a casa de alegria e felicidade. Era além de esperto, muito namorador, pois tinha 10 namoradas. Ele era um namorado formidável, que esculpia corações nas árvores, fazia canções, fazia versinhos, roubava beijinhos. 


     Mas as vezes, até o Menino Maluquinho ficava triste, tinha os seus segredos, ficava dias em seu quarto e chorava escondido suas tristezas. (a sorte dele é que ele não tinha Twitter). 

    Sozinho em seu quarto, ele inventava histórias, corridas, criava países, brinquedos, pois era cheio de macaquinhos no sótão. E quando a tristeza passava, era num foguete que ele tinha criado, que o menino saía pela casa, levando ao mundo, de novo a sua alegria. 



    O Menino Maluquinho também era um amigão. Ele adorava futebol e o time só começava a partida quando ele chegava. Como o time era cheio de craques, e ninguém queria ser o goleiro, ele sempre dizia: "deixa comigo!" e ia rindo pro gol para o jogo começar. 


     Mas ae o tempo passou... e como todo mundo, o Menino Maluquinho cresceu. Cresceu e virou um cara legal, o cara mais legal do mundo, um cara legal mesmo. 

     E foi aí que todo mundo entendeu que ele não tinha sido um menino maluquinho. 
     Ele tinha sido um menino feliz!





    Fica a dica então de um livro que foi escrito pelo Ziraldo em 1980, e até hoje, encanta adultos e crianças de todas as partes, e faz-nos perceber o valor das pequenas coisas, o valores da infância, e o valor de nossas maluquices. 

Aqui, o site do Menino Maluquinho.
Aqui, História e personagens do Menino Maluquinho.
Aqui, o livro do Menino Maluquinho On-line.

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